quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Bored

I´m bored Be bored, sometimes It´s not a good thing, but it´s something Something beyond the feeling It´s not a good advice, so don´t take it But be bored, when you are bored So, at least, you do something to run away boredom I have to be sure that i´m bored, so that i do something I´m bored, really bored.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

A História do Par de Sandálias.

Era uma vez um par de sandálias de festa. Ela ( sim, o correto deveria ser ele, mas o par de sandálias era tão perfeito em sua feminilidade, que fica resolvido usar o pronome feminino, para fazer jus ao seu caráter) mesma fazia questão de se auto-intitular de festa : nasceu para brilhar. Não era das mais belas e caras, mas era formidável. Achou ocasião oportuna, num casamento, de realizar um sonho. O sonho dela, não se pode contar aqui. O fato, é que lá, ela pagou o maior mico da vida : Tinha um outro par igualzinho na festa . Não era tão lindo quanto ela, ainda que fosse idêntico, porque ela era incomparável, mas de fato, já não ia brilhar como ela esperava que fosse. Ela ficou murchinha, escondidinha ...chega deu dó . Mas vejam que par de sandálias mais sacudida ! Ela, querendo romper com o vexame e voltando a si no que tinha de auto-confiança, resolveu dar uma volta na festa. Primeiro, foi meio que escondida entre o longo vestido, mas depois começou a se soltar e se mostrar. Logo percebeu, que um vestido aqui e ali, uma bolsa ali e outra acolá, passavam pelo mesmo vexame . Logo ela pensou, que afinal, o motivo principal dela estar ali era mais importante e que deveria se esquecer desses detalhes. Rodopiou um pouco mais, subiu escadas para ficar mais evidente, mas enfim, não se pôde desprender do pezinho de sua dona...e voltou para casa, abatida...triste de ter errado a oportunidade... se é que ela errou mesmo. Só o tempo dirá... Mas isso tem haver com o sonho dela... The End, por enquanto...

O tempo...

Abre-se tempo e me deixa vasculhar as coisas que já não são...
As coisas que são, já conheço As coisas que serão, não sei....deixo aos cuidados de Deus.

No tempo...

Minha alma sente prazer em tempos que não vivi....

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Iniciativa

A caminho de casa, no ônibus, notei como esse estava ridiculamente inapropriado ao uso humano, no sentido lato da palavra humano. Além da poluição visual: cartazes, por todo lado,adesivos colados na janela, nomes riscados atrás dos bancos, as próprias condições do automóvel não sustentavam seu uso. Bancos rasgados, soltos, chão sujo, superlotação, sem falar, em motoristas despreparados que, mal o passageiro sobe, "arrancam" com o veículo. Sem querer me enojar com tudo o que via dentro do ônibus, olhar pela janela não solucionou meu problema. Calçadas mal cuidadas, ruas esburacadas. Poças de água e lama. Realmente, eu andava como zumbi, de tão acostumada a essa situação e nem notava em que condições tinha que caminhar pelas ruas: me desviando aqui e ali, tendo que pisar em água podre em tempos de chuva e achando tudo meio que normal, para a realidade brasileira, até que uma temporada com meu cunhado português, me fez entender que temos direito a ter uma vida digna como qualquer país. Há um ditado que diz que pobreza não é sinônimo de sujeira , mas parece que isso não chegou ao ouvido dos nossos governantes...
Então, eu estava pensando seriamente em mandar uma carta-manifestação-reinvidicação-apelação para o prefeito da minha cidade. Ia mover uma lista com não sei quantos nomes e reclamar de tudo o que tinha visto na cidade. O tempo foi passando e a motivação despararecendo. Por que é tão fácil para nós, brasileiros, perceber os problemas e não tomar atitudes ? Pensei, como muitos pensam, que isso era problema dos promotores, de alguém que pudesse ter uma voz mais respeitável na sociedade. Depois lembrei que advogados e juízes não andam de ônibus, nem tem que caminhar pelas ruas, pelo menos não pelas que a maioria caminham...
E agora é época de eleição e aquelas velhas promessas se levantam como um ninho de pássaros migratórios , nos impressionam, mas somem e não vemos mais. E percebo que se eu não fizer minha parte, eles não farão. Então acho que a palavra é Iniciativa .
Porque tudo tem um começo e alguém precisa tomar partido.