A primeira vez que vi sobre o Stand up paddle na tv, fiquei apaixonada, louca pra que chegasse logo por essas bandas de cá. Quando isso finalmente aconteceu, eu não me arrisquei logo. Mas então chegou o dia e ainda não sei se vou ser praticante dessa modalidade, mas posso dizer que a experiência foi bem legal.
No ínicio o medo de cair te aterroriza um pouco, porque tem que dividir a preocupação em equilibrar a prancha, lembrar de remar e evitar a queda. O meu problema com a queda é porque eu não sei nadar. Claro que estava de colete, mas isso não deixou de me lembrar do fato da profundidade do rio e eu não saber nadar. Mas depois que o Tico e Teco me acalmaram por conta do colete, e o ganhei mais confiança no equilíbrio da prancha, o negócio fluiu, eu já tava me achando no meio do rio.
O pé e as pernas doem um pouco. Quando venta um pouco mais e a maré balança a prancha assusta os marinheiros de primeira viagem, mas de resto, acho que com algumas outras aulas dá pra levar sem problema.
É bom pensar alto, às vezes,ainda mais eu que amo escrever.E nesse blog to pensando mais alto porque não posso deixar da falar da minha vida e do que observo sem pensar em Deus.
domingo, 21 de dezembro de 2014
domingo, 24 de agosto de 2014
Quando o verde aparece (?)
Quando meu pai comprou a chácara, a grama estava completamente morta. Aguávamos todo santo dia, duas vezes ao dia, mas ela parecia não mudar nada. Tínhamos um tapete de mato seco. Também não havia plantas nem flores. Eu ficava olhando e imaginando quando tudo aquilo daria lugar ao verde e colorido.
Algum tempo depois, e muito lentamente, os enxertos que haviamos espalhando pela área, foram pegando e se unindo e formando o gramado da frente.
Hoje olhando, nem parece que aquilo tudo era uma seca que dava dó. Temos também muitas plantas. Algumas que demoraram a nascer. Outras que estão enormes. Alguns que levarão alguns anos pra virar árvores ou palmeiras. Agora com a reforma, tudo está meio bagunçado, fora do lugar. Os cachorros também , não por mal, estragaram algumas flores. Eu olho e vejo como posso organizar tudo de novo e formar um lindo jardim.
Nossa vida é bem assim. Há momentos de seca, que parecem nunca passar. Mas há os momentos coloridos. Algumas vezes, esperamos por um longo tempo para ver algo acontecendo. E quando a bagunça se estabelece, não entendemos nada. Mas toda organização exige coisas fora do lugar, até que novos lugares sejam arrumados e tudo esteja em ordem novamente ( ou finalmente !).
Algum tempo depois, e muito lentamente, os enxertos que haviamos espalhando pela área, foram pegando e se unindo e formando o gramado da frente.
Hoje olhando, nem parece que aquilo tudo era uma seca que dava dó. Temos também muitas plantas. Algumas que demoraram a nascer. Outras que estão enormes. Alguns que levarão alguns anos pra virar árvores ou palmeiras. Agora com a reforma, tudo está meio bagunçado, fora do lugar. Os cachorros também , não por mal, estragaram algumas flores. Eu olho e vejo como posso organizar tudo de novo e formar um lindo jardim.
Nossa vida é bem assim. Há momentos de seca, que parecem nunca passar. Mas há os momentos coloridos. Algumas vezes, esperamos por um longo tempo para ver algo acontecendo. E quando a bagunça se estabelece, não entendemos nada. Mas toda organização exige coisas fora do lugar, até que novos lugares sejam arrumados e tudo esteja em ordem novamente ( ou finalmente !).
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Zero ou vida ?
Eu sempre digo que tenho que escrever um diário sobre os momentos mais difíceis como professora, para publicar um livro num futuro ou simplesmente lembrar de argumentos quando algum teório educacional vier com as novas velhas críticas aos professores. Mas sempre me esqueço. Não do sentimento que fica quando esses momentos acontecem. Mas de colocar isso em palavras....
Eu fico pensando o que o Cristian escreveria se ele tivesse um diário sobre o dia de ontem. Isso, se ele tiver a oportunidade de continuar vivendo. Seria sobre o fato de ter levado 5 tiros de um aluno, porque esse aluno tirou 0 e mesmo ao dar uma segunda chance, a nota se repetiu ? Será sobre o risco de ficar tetraplégico ? Ou seria a insegurança e o trauma que ele provavelmente enfrentará o resto da vida ? Ele que nem chegou aos 30 ....
Eu fico pensando o que o Cristian escreveria se ele tivesse um diário sobre o dia de ontem. Isso, se ele tiver a oportunidade de continuar vivendo. Seria sobre o fato de ter levado 5 tiros de um aluno, porque esse aluno tirou 0 e mesmo ao dar uma segunda chance, a nota se repetiu ? Será sobre o risco de ficar tetraplégico ? Ou seria a insegurança e o trauma que ele provavelmente enfrentará o resto da vida ? Ele que nem chegou aos 30 ....
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
(Des) Amizade
Eu tinha planejado : se ela me chamasse para ser madrinha de seu casamento, eu ia negar. Iria dar todas as justificativas, de como ela, quando começou a namorar, se esqueceu da amiga aqui, e depois já mais de um ano sem nos falar, como eu iria ser madrinha de um casamento, cuja relação eu não presenciei, não convivi com os noivos e desconhecia de seus planos. Isso se ela aparecesse, uma cogitação mais que distante...
Mas então, ouvir gritarem meu nome. Reconheci a voz. O que fazer ? Fingi que não escutei. Chamaram-me segunda, terceira vez. Tocaram a campanhia. A janela aberta, não tinha como fingir que não havia ninguém em casa. Resolvi atender.
"Quanto tempo..." e ela, entre meio constrangida e alegre, me entregou um convite para o chá de panela. Foi logo dizendo, que o convite só era para pessoas especiais, que apesar da distância, nunca tinha me esquecido e gostava muito de mim. Que estava com pressa, porque veio sem me avisar e já era hora do almoço, e tinha ainda que correr com afazeres. Eu calada. Quando falei, parabenizei os noivos e desejei felicidades. Ela perguntou por minha irmã, também amiga. Nem sabia que já um ano mora em outro estado...Disse que depois entregaria o convite do casamento. Não fui convidada para ser madrinha...Gostaria de ter visto minha cara... Não falei nada do que tinha ensaiado antes. Não queria estragar a felicidade dela.
Mas então, ouvir gritarem meu nome. Reconheci a voz. O que fazer ? Fingi que não escutei. Chamaram-me segunda, terceira vez. Tocaram a campanhia. A janela aberta, não tinha como fingir que não havia ninguém em casa. Resolvi atender.
"Quanto tempo..." e ela, entre meio constrangida e alegre, me entregou um convite para o chá de panela. Foi logo dizendo, que o convite só era para pessoas especiais, que apesar da distância, nunca tinha me esquecido e gostava muito de mim. Que estava com pressa, porque veio sem me avisar e já era hora do almoço, e tinha ainda que correr com afazeres. Eu calada. Quando falei, parabenizei os noivos e desejei felicidades. Ela perguntou por minha irmã, também amiga. Nem sabia que já um ano mora em outro estado...Disse que depois entregaria o convite do casamento. Não fui convidada para ser madrinha...Gostaria de ter visto minha cara... Não falei nada do que tinha ensaiado antes. Não queria estragar a felicidade dela.
terça-feira, 6 de maio de 2014
Fases, altos, baixos, rotina
Meu sonho de fazer doutorado nos States babou... não consegui a bolsa, e no início, foi um pouco duro aceitar isso quando lembrava de todo esforço e dinheiro gasto com isso. Chorei, chorei muito, mas ao mesmo tempo, senti certo alívio. Não sei se realmente estava pronta para esse doutorado.Talvez ainda tente esse ano, mas é só incerteza. But I still have you in my heart, Texas...
Sem States, mas com carro. Comprei meu primeiro carro zero km. A pessoa estava doida e decidida para comprar determinada marca, mas bati o olho em um Fox azul marinho ( amo essa cor) , que terminou sendo minha cara e é super econômico também. Ponho gasolina uma vez por mês e só.
Cabelo. Não mexi, não cortei. Embora tenha sofrido um certo conflito interno entre mudar o visual radicalmente ou não, e ainda nem mudar tão radical assim,algo como na primeira foto. Resolvi só "deixar a vida me levar" dos cabelos,e eles foram crescendo, crescendo e acho que vão ficar assim po um tempo...
No trabalho, tudo bem. Estou gostando muito das minhas novas turmas, reforçando a amizade com alguns colegas.
Tenho me dedicado a jardinagem. Descobri que amo isso. E aos meus cachorros. Sempre tive cachorros quando pequena, mas depois, por anos, não mais. E sinto que ter cachorro é muito bom. Nossa, como eles sabem da carinho e companheirismo.
To meio preguiçosa também...Parei com o pilates, as caminhadas. Por um tempo. Volto já. A preguiça não pode ser eterna...
E entre outras coisas, que nem todas podem ser ditas no Reino da Internet, tô me sentindo mais-ou-menos. Mas há tempo para tudo debaixo dos céus, tempo de chorar e tempo de rir. Meu próximo é o tempo de rir...
sexta-feira, 11 de abril de 2014
Nick e Lara
Ele chegou pititico-GG, parecendo uma bolota peluda. Só sabia morder, sua brincadeira favorita. Tanto que logo fiquei preocupada em ter um Rottweiler assim. Já imaginava eu no futuro tendo que enfrentar um cachorro mordedor perigoso... cenas dele pulando em cima de mim, eu toda mordida, ferida não me saía da cabeça, tanto que quis me desfazer dele. Mas essa carinha, dei uma chance.
Depois de uns cinco meses, essa fase do dente passou, graças a Deus, e hoje ele é todo meloso, pegajoso e carinhoso.
Até chegar Lara
E a maior parte da atenção de Nick ir pra mocinha aí, mas tudo bem, me divirto muito com os dois brincando e aprontando
quarta-feira, 12 de março de 2014
O boi, o elefante e duas pontes
Há um passeio belíssimo em Recife, mais belo ainda a noite, que se faz pelas 7 pontes, ou talvez 10, não contei o número de pontes, nem tampouco lembro agora quantas foram anunciadas, mas lembro bem a história por trás de uma delas. Quem prestou atenção nas aulas de História, lembra que o Brasil foi invadido por holandeses, e o conde Maurício de Nassau, se instalou em Recife onde fez algumas obras importantes, entre elas, uma ponte sobre o Rio Capibaribe. Sem dinheiro para terminar a ponte, ouvia-se o burburinho que somente quando um boi voasse, a ponte ficaria pronta. Foi então que o conde teve a brilhante idéia de fazer da zombaria lucro: ia fazer um boi voar e cobrar por isso.
O povo curioso, todo foi ver. O boi foi suspenso entre as duas torres do Palácio Friburgo, sede do
governo, à custa de um sistema de roldanas operado por marinheiros
holandeses e Nassau arrecadou muito dinheiro e terminou sua ponte.
Outro que teve que se valer de um animal para alcançar seus objetivos foi Andrew Carnegie. Construiu a primeira ponte de aço, uma façanha para época, já que a produção de aço em larga escala eram inexistentes devido aos altos custos. Depois de vencer as limitações na construção, teve que ganhar a confiança do povo que acreditava que atravessar uma ponte a trem seria um risco demasiado. Lembrando-se de um conto que tinha lido, que afirmava que um elefante não cruza uma superfície instável, ele alugou o animal e junto com ele, em um empolgante desfile, atravessaram a ponte, tranquilizando a população sobre a eficiência de sua obra.
Outro que teve que se valer de um animal para alcançar seus objetivos foi Andrew Carnegie. Construiu a primeira ponte de aço, uma façanha para época, já que a produção de aço em larga escala eram inexistentes devido aos altos custos. Depois de vencer as limitações na construção, teve que ganhar a confiança do povo que acreditava que atravessar uma ponte a trem seria um risco demasiado. Lembrando-se de um conto que tinha lido, que afirmava que um elefante não cruza uma superfície instável, ele alugou o animal e junto com ele, em um empolgante desfile, atravessaram a ponte, tranquilizando a população sobre a eficiência de sua obra.
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
2013
Passei praticamente o ano de 2013 em função de um objetivo. E quase não escrevi nada por aqui. Estava ansiosa por postar sobre o resultado e não me animava muito em escrever sobre outras coisas. Mas, antes do resultado, deixa eu fazer uma breve retrospectiva, que de qualquer forma, se ligam ao meu propósito principal, que era ganhar uma bolsa para fazer uma pós-graduação nos Estados Unidos.
Começei o ano trabalhando em uma nova escola. O que me valeu uma período de adaptação difícil e normal até, já que ia para uma escola grande e a principal no setor público. Entre dores e alegrias, terminei tendo mais alegrias.
Nesses intervalos, tome estudar para passar em duas provas exigidas para a admissão do curso nos States.
Meus companheiros de curso, terminaram por desistir ecmeso meio desmotivada de ter que ir sozinha, segui em frente.
Logo depois tive que ir a Recife, fazer os tais testes. Misto de findesemana legal e obrigação.
Depois, toma a correr com documentação, inscrições e etc, etc, que pareciam não ter fim.
Isso tudo em meio a rotina de trabalho e lazer
E depois de um ano corrido, psicologicamente confuso entre ficar, não perder o emprego, mas a vaga nessa escola específica, e me aventurar a morar em um outro país sozinha, mesmo tendo conhecido a cidade e gostado de muita coisa, recebi a notícia que não esperava : não consegui a bolsa. Muita gente, muitas inscrições do mundo todo e ainda assim eu tinha fé.
Eu ainda nem tô pensando muito sobre tudo, só não queria ficar com esse gosto de "E agora ? "
Sei lá, planos são planos e por mais que a gente tente talvez eles não se realizem ou não se realizem logo.
Mas foi bom não ter desistindo lá no início, e ter tentando até onde deu. Fica mais fácil saber que nem todos os caminhos são assim complicados afinal de contas. Mesmo que de lá do fim, a gente tenha que dar meio volta e seguir por outro lado ou voltar.
Começei o ano trabalhando em uma nova escola. O que me valeu uma período de adaptação difícil e normal até, já que ia para uma escola grande e a principal no setor público. Entre dores e alegrias, terminei tendo mais alegrias.
Férias fui para Curitiba, cidade que minha irmã está morando e que até cogitei morar.
Nesses intervalos, tome estudar para passar em duas provas exigidas para a admissão do curso nos States.
Meus companheiros de curso, terminaram por desistir ecmeso meio desmotivada de ter que ir sozinha, segui em frente.
Logo depois tive que ir a Recife, fazer os tais testes. Misto de findesemana legal e obrigação.
Depois, toma a correr com documentação, inscrições e etc, etc, que pareciam não ter fim.
Isso tudo em meio a rotina de trabalho e lazer
E depois de um ano corrido, psicologicamente confuso entre ficar, não perder o emprego, mas a vaga nessa escola específica, e me aventurar a morar em um outro país sozinha, mesmo tendo conhecido a cidade e gostado de muita coisa, recebi a notícia que não esperava : não consegui a bolsa. Muita gente, muitas inscrições do mundo todo e ainda assim eu tinha fé.
Eu ainda nem tô pensando muito sobre tudo, só não queria ficar com esse gosto de "E agora ? "
Sei lá, planos são planos e por mais que a gente tente talvez eles não se realizem ou não se realizem logo.
Mas foi bom não ter desistindo lá no início, e ter tentando até onde deu. Fica mais fácil saber que nem todos os caminhos são assim complicados afinal de contas. Mesmo que de lá do fim, a gente tenha que dar meio volta e seguir por outro lado ou voltar.
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Quis imprimir um gosto
Quis deixar na lembrança um toque
Corri pra te deixar um perfume, que te fizesse lembrar e aguardar o futuro
Te pedi palavras, para não esquecer sua voz.
Você quis guardar o que via.
Não eram pra você. Me esmerei usando todos sentidos para te alcançar, mas você não era aquele que devia ser alcançado.
Longe está quem sempre de longe ficou...
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