Eu sempre digo que tenho que escrever um diário sobre os momentos mais difíceis como professora, para publicar um livro num futuro ou simplesmente lembrar de argumentos quando algum teório educacional vier com as novas velhas críticas aos professores. Mas sempre me esqueço. Não do sentimento que fica quando esses momentos acontecem. Mas de colocar isso em palavras....
Eu fico pensando o que o Cristian escreveria se ele tivesse um diário sobre o dia de ontem. Isso, se ele tiver a oportunidade de continuar vivendo. Seria sobre o fato de ter levado 5 tiros de um aluno, porque esse aluno tirou 0 e mesmo ao dar uma segunda chance, a nota se repetiu ? Será sobre o risco de ficar tetraplégico ? Ou seria a insegurança e o trauma que ele provavelmente enfrentará o resto da vida ? Ele que nem chegou aos 30 ....
É bom pensar alto, às vezes,ainda mais eu que amo escrever.E nesse blog to pensando mais alto porque não posso deixar da falar da minha vida e do que observo sem pensar em Deus.
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quarta-feira, 13 de agosto de 2014
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Na tv
Tá. Foi uma ponta e não ganhei cachê. Mas "ói" eu na televisão, gente !
Resolveram filmar logo naquele dia em que a pessoa está "infilmável". Mulheres vocês me entendem.
A teacher de jeans sou eu e graças a Deus a frase "my mother in-law is.. a jerk" ( minha sogra é uma idiota) não está visível. Gracinhas entre teacher e students na hora de brincar de adedanha em Inglês.
Valeu a homenagem aos professores !
http://g1.globo.com/se/sergipe/setv-2edicao/videos/t/edicoes/v/confira-uma-homenagem-aos-educadores-que-sao-apaixonados-pela-sala-de-aula/2890654/
Resolveram filmar logo naquele dia em que a pessoa está "infilmável". Mulheres vocês me entendem.
A teacher de jeans sou eu e graças a Deus a frase "my mother in-law is.. a jerk" ( minha sogra é uma idiota) não está visível. Gracinhas entre teacher e students na hora de brincar de adedanha em Inglês.
Valeu a homenagem aos professores !
http://g1.globo.com/se/sergipe/setv-2edicao/videos/t/edicoes/v/confira-uma-homenagem-aos-educadores-que-sao-apaixonados-pela-sala-de-aula/2890654/
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terça-feira, 23 de julho de 2013
Life
Mudei de escola. Trabalhei por 7 anos em um escola e tinha muita vontade de sair de lá. Gostava dos funcionários, dos outros professores, dos alunos. Mas a escola ficava muito longe. E tava bem desmotivada com a atitude de alguns alunos.
Posso dizer que estou na melhor escola pública da cidade. Era antes uma escola muito tradicional, dos idos 1800 e alguma coisa. Muitas figuras ilustres passaram por la, inclusive eu, que posso dizer que sou ilustre, pelo menos para Deus e minha família, rsrs. Depois tornou-se uma escola pública, e ainda carrega um pouco a sombra da fama que tinha.
No início, me sentia meio deslocada entre os muitos professores, que agora parecem ser bem menos. E me perdia um pouco na maneira como tudo funciona por lá, em meio a tantas caras novas, nas salas e corredores. Fase de adaptação. Hoje, tudo está sendo menos traumático, mais simples. Tenho tido meu nome tatuado no braço de um aluno, com a frase "love you, teacher", ganho muitos sorrisos e bons dias ou boas tardes. Muitas manifestações de carinho.
Mas, não sei. Ainda não me sinto totalmente feliz. Talvez nem seja o trabalho,ou a escola...
Posso dizer que estou na melhor escola pública da cidade. Era antes uma escola muito tradicional, dos idos 1800 e alguma coisa. Muitas figuras ilustres passaram por la, inclusive eu, que posso dizer que sou ilustre, pelo menos para Deus e minha família, rsrs. Depois tornou-se uma escola pública, e ainda carrega um pouco a sombra da fama que tinha.
No início, me sentia meio deslocada entre os muitos professores, que agora parecem ser bem menos. E me perdia um pouco na maneira como tudo funciona por lá, em meio a tantas caras novas, nas salas e corredores. Fase de adaptação. Hoje, tudo está sendo menos traumático, mais simples. Tenho tido meu nome tatuado no braço de um aluno, com a frase "love you, teacher", ganho muitos sorrisos e bons dias ou boas tardes. Muitas manifestações de carinho.
Mas, não sei. Ainda não me sinto totalmente feliz. Talvez nem seja o trabalho,ou a escola...
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Days in America
Enquanto aguardo o tempo da roupa secar na máquina e não correr pra cama para dormir, me forço a escrever e falar um pouco das minhas impressões sobre o Estados Unidos. A cortina está aberta e além das árvores secas nesses dias de inverno, ouço barulho de carros e observo carros e pessoas passando.
Tem sido cansativo, estou estudando manhã e tarde, e então depois de jantar, chego ao hotel por volta das 7:30, o que me daria uma vontade imensa de dormir, mas aí tem as atividades para fazer, e meu dia parece não acabar.
Mas também tenho me divertido muito, tanto quando tenho pique para sair depois das aulas, ou durante os passeios culturais.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Sampa
Os dias até aqui tem sido corridos. Um monte de aulas pra adiantar, médico, vacinas, papeladas, tudo pra fazer meu curso nos Eua. Cheguei em São Paulo hoje para o visto e realmente é toda aquela grandeza de cidade, em todos os sentidos. Ainda não saí pra conhecer os lugares turísticos, mas já valeu ter chegado bem. E agora quero cama !
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Reunião inusitada, parte II
Depois eles nos mostraram um filme para ilustrar o que era o processo de mecanização ( executar tudo que é ordenado ou imposto, sem chance de avaliar, ter um pensamento crítico, questionar...). Advinha
qual ? Tempos Modernos ! Eu acho que ninguém avisou pra eles que todos os
alunos já viram esse filme pelo menos uma vez na vida ( na escola,
claro !) e que quem passa esse filme justamente são os professores.Isso signifca que todo mundo ali devia ter visto aquele filme umas centenas de vezes, da época que era aluno até as vezes que passou esse filme para cada turma. Eu
fiquei pensando se eles não poderiam ter sidos mais criativos e terem
ilustrado com outro filme. Não é possível que desde Chaplin, ninguém
mais tenha feito um filme abordando esse assunto. Mas tudo bem, isso é "menos
pior" que ter tido que nos levantarmos e ao fim do número 3, gritar nosso
nome, nossa matéria e nosso bichinho de estimação ou o nome da nossa
plantinha, se não tínhamos bichinho de estimação... Amo dinâmicas, mas público, tema e dinâmica devem combinar.
Uma hora passada, um professor levantou revoltado. Segurando o folheto do convite, ele bradou que ele saiu de sua casa para ouvir falar sobre o currículo e estava esperando quando o tema ia ser desenrolado pelos palestrantes. Foi ovacionado : _ "parem de tratar a gente de menininho e menininha ( o palestrante era professor de crianças.) Aqui não tem nenhum meninho e menininha, mas professores, que estão adiantados sobre o assunto e pelo visto, vocês não fazem idéia do que se trata."
Resumindo e concluindo, porque o babado foi forte e cheio de falhas, em meio a palestra, os dois foram convidados discretamente a se retirar. O rapaz já estava tão nervoso, que qualquer professor que levantava a mão para fazer uma pergunta, o coração já saltava-lhe do peito, a voz já estava embargada e só faltava chorar. A moça era mais desembaraçada, disfarçou bem repetindo as palavras das perguntas que ouvia para elaborar sua resposta, que no fim não respondia nada, mas era mais esperta e controlada.
O representante da educação terminou a reunião, mais envergonhado impossível, explicando que a escolha foi direta de licitação, e não era possível escolher os palestrantes.
Claro que em meio a isso tudo, fiquei com pena deles. Eles tinham capacidade, porém, não estavam preparados para falar do assunto e nem se prepararam para tal, isso foi evidente.Me coloquei no lugar deles, de todas as formas, lembrando dos momentos que também falhei, e principalmente para não subestimar o outro e me preparar se tenho que desempenhar alguma tarefa. Com certeza depois disso, eles vão fazer uma auto-avaliação e chorar muito, claro, pela vergonha, humilhação e fracasso, mas já estarão melhor experimentados a não reproduzirem os mesmos erros.
Uma hora passada, um professor levantou revoltado. Segurando o folheto do convite, ele bradou que ele saiu de sua casa para ouvir falar sobre o currículo e estava esperando quando o tema ia ser desenrolado pelos palestrantes. Foi ovacionado : _ "parem de tratar a gente de menininho e menininha ( o palestrante era professor de crianças.) Aqui não tem nenhum meninho e menininha, mas professores, que estão adiantados sobre o assunto e pelo visto, vocês não fazem idéia do que se trata."
Resumindo e concluindo, porque o babado foi forte e cheio de falhas, em meio a palestra, os dois foram convidados discretamente a se retirar. O rapaz já estava tão nervoso, que qualquer professor que levantava a mão para fazer uma pergunta, o coração já saltava-lhe do peito, a voz já estava embargada e só faltava chorar. A moça era mais desembaraçada, disfarçou bem repetindo as palavras das perguntas que ouvia para elaborar sua resposta, que no fim não respondia nada, mas era mais esperta e controlada.
O representante da educação terminou a reunião, mais envergonhado impossível, explicando que a escolha foi direta de licitação, e não era possível escolher os palestrantes.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Reunião inusitada, parte I
Semana passada tive que comparecer a primeira de outras reuniões que teríamos a repseito do sistema inovador de ensino que pretende-se ser implantado na rede estadual daqui.
Cheguei ao hotel pontualmente e esperei por uma hora até que se iniciasse toda formalidade de assinar presença, receber material, receber pulseirinha que dava direito ao coffee break, almoço e a reunião em si.
Muitos professores ainda não tinha chegado. Ô mania do povo de nunca chegar na hora marcada....
De repente, chegam dois jovens professores que se dirigem à bancada, para falar com organizador e representante da Educação. Ele vestia uma blusa meio hippie, calça jeans e tênis. Ela, bem eu fiquei tentando indentificar qual tribo ela pertencia, ou se ela realmente era desapegada às questões de se vestir "normalmente", ao menos. Trajava uma blusa preta de manga curta que fazia uma peça só com uma meia-calça também preta. O tom foi quebrado por uma saia curta, estampada com listras coloridas. O cabelo vermelho era destacava ainda mais a combinação. Também usava um monte de pulseiras plásticas coloridas e um cordão. Ela parecia ter escolhido cada peça a dedo. Para mim ela soou como alguém que se joga no armário e sai de lá sem grandes preocupações estéticas, mas creio que ela realmente estava se sentindo bem e bonita com a roupa que escolheu. Abro parentêses. Eu não sou muito ligada à moda, e acredito que cada um gosta de vestir o que lhe apraz. Mas confesso que me admirei pelos trajes dos nossos palestrantes, em vista de estarmos em um ambiente que pedia mais formalidade.
O tema da reunião era sério. Aliás, toda a discurssão sobre esse sistema inovador é muito sério. E nesse dia, especificamente, iria se discutir sobre o currículo. Que currículo deveríamos adotar, qual a preocupação e temas se levantam a partir dele. E de repente os nossos palestrantes, em um tom de improvisação, hora um fala, hora o outro interrompe ou avisa que seria a hora dele ou do outro falar, começam a apontar a importância dos professores evoluirem suas aulas porque o professor de Português, coitado, tinha culpa de de todo processo mecanizado de ensino. Outras coisas também era culpa do professor de Português, e logo depois descobrimos que o de Matemática também tinha lá suas falhas também. Ainda bem que eles não falaram do professor de Inglês...
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
O drama da calcinha
Olhei para os alunos : ao menor sinal de sorriso malicioso iria negar com toda veemência que aquela calcinha era minha. Olhei e ninguém parecia apercebido do que tinha acontecido. Rapidamente pedi que abrissem o livro e estudassem. Era meu tempo de recolher a arma do crime. Sempre observando se alguém desviava o olhar em minha direção, fui puxando a calcinha com o pé, trouxe até mais perto, e finalmente joguei dentro da bolsa.
Passei o resto da aula imaginando se essa calcinha tivesse caído durante o momento que passava em um dos corredores, em meio aos alunos. Ia ser a piada do ano....
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sexta-feira, 13 de julho de 2012
C´est la vie...
Depois de uma semana com feriadão prolongado só de love com meu sweetie, super relaxada, a vida voltou ao normal, e logo com uma semana de prova, o que não é tão ruim, mas é já o prenúncio da tragédia....
Agora nessa semana de entrega de resultado das provas, foi aluno querendo nota até da assinatura do nome, aluno com a linda cara de pau que Deus não lhe deu pedindo para fazer prova - " Por que você faltou no dia do teste ? Estava doente ? - Não, professora, é que eu saí com minha mãe !"
Claro que por ter saído com a mãe na hora errada e no dia errado, ele ficou sem nota e eu com mais uma pra minha coleção de 'maravilhas que os alunos fazem'....
Agora nessa semana de entrega de resultado das provas, foi aluno querendo nota até da assinatura do nome, aluno com a linda cara de pau que Deus não lhe deu pedindo para fazer prova - " Por que você faltou no dia do teste ? Estava doente ? - Não, professora, é que eu saí com minha mãe !"
Claro que por ter saído com a mãe na hora errada e no dia errado, ele ficou sem nota e eu com mais uma pra minha coleção de 'maravilhas que os alunos fazem'....
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Gente, eu não levo menor jeito para ser estrela. Tipo, ficar famosa, ser reconhecida na rua. Isso não quero mesmo. Porém, no meu trabalho eu tenho de certa forma "uma platéia" e vira e mexe sou "reconhecida" nos shoppings e outros lugares. Acabei de vir conversando com minha nova depiladora e conversa vai e vem, descobri que ela estudou no colégio que eu ensino - " Meu Deus, que ela não tenha sido minha aluna, que ela não tenha sido minha aluna, please !" E apesar, de termos tido a impressão de ter visto uma a outra antes, tanto eu nem ela achamos que ela frequentasse minhas aulas, talvez de um outro professor. E se ela não foi minha aluna, devo ter esbarrado com ela nos corredores. Ô, céus ! Tudo o que eu menos queria na vida, minha privacidade só de calcinha e sutiã na frente de um aluno .....Por isso que eu evito utilizar meu nome todo. Ainda mais meu sobrenome que é marcante. Impossível não relacionarem a um político famoso de mesmo sobrenonome . Eu tive um chefe que me falou da importância da gente sempre divulgar nome e sobrenome pra fixar na mente do aluno e ele não confundir com qualquer outro professor e o aluno sempre lembrar, "olha, professor fulano de tal é massa", se for o caso o tal professor.... Mas ao contrário disso, eu sempre tive na mente, se algum aluno meu virar aqueles profissionais que examinam nossas fezes e urina e perceber "olha, o xixi da professora Tatiana de tal....". Essa idéia me congela !
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Tô projetando afinal !
Lá na escola, a gente inventou uma brincadeira de dizer que , nas horas em que não estamos em sala, estamos projetando. Na verdade, é o horário de projetos, que foi criado, para completar a carga horária. Como ficamos lá, sentandos em fazer nada,sem trabalhar em projetos, se não estiver envolvido em nenhum no momento, nem podemos adiantar aula, e na verdade, não poderíamos usar esse horário para trabalhar com os projetos, já que disso dependeria ter alunos e eles estão em sala com algum professor. Eu mesmo, tenho 3 horas de projeto na terça. Duas aulas nos primeiros horários, depois, projeto, projeto, projeto, e sexto horário. Fico lá "projetando" por 3 horas. Mas, finalmente está chegando o dia do projeto de Línguas e no início eu tava bem desanimada, porque tudo foi muito na imposição, coisas da Secretária de Educação, muito chatas de se falar aqui.....Mas, agora, depois que tudo já foi organizado, já passei para meus alunos o que cada um dever fazer, to super empolgada. Nós vamos trabalhar com a cultura dos países de Língua Inglesa e Espanhola. Fiquei com as turmas de 1ºs anos e esses vão trabalhar com a Nova Zelândia, Estados Unidos e Irlanda. Tem equipes super animadas e criativas. Tem um grupo que vai formar um labirinto dentro da sala de aula, e fazer a demonstração dos stands lá de dentro. Achei genial. Espero mesmo que dê certo, porque eles já vem de trocentos projetos, já gastaram dinheiro e a escola está quase a zero de material para dar a eles. Então, praticamente vai ter que sair do bolso deles, e eu fico com o coração na mão, porque alguns não tem muita condição finaceira e se eu ajudar um, tenho que ajudar, todos, e eu sou preofessora e não dona de banco. E a escola, ai, a escola ! Escola pública sempre falta tudo. Mas, apesar dos pesares, acho que tudo vai dar certo.
Mais cedo tava montando a trilha sonora com as músicas desses países e quase caio no choro. Primeiro porque amo essa coisa de cultura, povos diferentes. Me faz lembrar de Deus. E segundo, porque me empolguei com os Maoris, o povo nativo da Nova Zelândia e fiquei emocianda, como um povo tão longe, estaria fando parte da vida desses alunos do nordeste, por um breve tempo.
Mais cedo tava montando a trilha sonora com as músicas desses países e quase caio no choro. Primeiro porque amo essa coisa de cultura, povos diferentes. Me faz lembrar de Deus. E segundo, porque me empolguei com os Maoris, o povo nativo da Nova Zelândia e fiquei emocianda, como um povo tão longe, estaria fando parte da vida desses alunos do nordeste, por um breve tempo.
sábado, 15 de outubro de 2011
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Me passei...
A semana de provas emendou com os dias de recuperação, mas revelando a total (des)organização lá na escola, os coordenadores não planejaram um calendário de provas e cada professor foi marcando seu dia. Chegando eu na escola hoje para fazer a recuperação "galeral" geral (isso: ia ficar todos juntos e misturados), me deparo com uma mini-reunião, com a pedagoga explicando aos outros 5 professores que tiveram a mesma idéia que eu tive, que fizessemos um acordo para ver quem realmente iria aplicar prova naquele dia, pois os alunos não poderiam fazer mais que dois testes. Duas professoras simplesmente levantaram e decidiram entre as duas quais turmas elas iriam ficar no primeiro horário, para fazer a troca depois. Eu fiquei retada ! E os outros ali ??? Cadê o acordo ? Então, eu me levantei logo após elas, e segui para uma turma,convocando os alunos que ficaram em recuperação em mim, pois não ia perder minha manhã à toa. Os outros professores fizeram o mesmo.Se elas iriam fazer a prova, nós também iríamos !
Claro que me senti mal com a situação, primeiro porque nada foi organizado, e ficou péssimo para os alunos, segundo porque eu e outro professores não fomos consultados pelas duas outras que decidiram que elas que aplicariam o teste e o terceiro motivo, só descobri agora. Há coisas que sentimos e há uma razão para isso. O Espírito Santo nos dizendo como devemos agir. E aquela palavra sobre sofrer o dano ficou o tempo todo martelando em minha cabeça. Eu sei que algumas vezes vamos ter que abrir mão de alguma coisa, mesmo sendo injusto. Não somente para aprendermos a ser menos arrogantes e egoístas, mas porque as pessoas precisam aprender que o amor divide ou ainda doa. E hoje eu realmente perdi uma chance de ter demonstrado isso.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Essas crionças !!!
Engraçado como as coisas são.
Hoje eu tava ouvindo a coordenadora falar de uma aluna que levou suspensão por a ter chamado pelo cativo nome de "loira azeda", além de ter feito uma cena na frente de toda a escola. Bom, pra falar a verdade, eu até gostei disso, porque essa menina realmente é uma malinha enjoada, grita o tempo todo, é uma molecona, apesar de estar no 2º grau e ficar longe dela por uns dias, me pareceu razoável.
Então eu acho que as coisas são assim : nunca pegue um professor/ coordenador num dia mal !
Passando depois para dar aula, vi que um dos alunos que simpatizo muito, bem quieto e participativo nas minhas aulas, estava jogando bolinhas de papel em outra sala. Eu ri. Achei engraçado. E fiquei pensando que, no futuro, quando ele estivesse adulto, lembraria das coisas que aprontava no tempo da escola.Mas se ele me pegasse num dia ruim....
Alunos: ame-os ou deixe-os. Bom, professores nunca podem apelar para a segunda opção mesmo....até porque os alunos aprontam e muitas das vezes não tem consciência de nada. A escola é o ponto de encontro com os amigos ou namorado/a e tudo além disso é chatice.Era o que achávamos também no tempo de alunos. Gostávamos de algumas matérias, mas realmente queríamos matar quem inventou a hipotenusa e as orações subordinadas subjuntivas !
Agora entre os que alisam meus cabelos, me chamam de Tati, tia, fazem questão de me dar bom dia, e os que fazem alguma gracinha pelas minhas costas, saem sem pedir licensa e analisam minha roupa do dia, se eu estiver num dia ruim, zero de paciência pra eles, rsrsr.sexta-feira, 20 de maio de 2011
Quem quer ser professor ?
Todos nesse mundo deveriam passar um mês sendo professor ! Olha, parece até praga, né ? Mas todo mundo agradece ao seu dentista, ao seu médico, ao seu advogado, ao seu padeiro pelos benefícios que estes prestaram, mas pouquíssimos lembram que foi o professor que esteve mais presente em sua vida. E se hoje você sabe falar, contar, escrever, argumentar e até criticar a Educação, foi por causa dele.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Ontem fui lá na universidade que me formei fazer inscrição em uma disciplina isolada de mestrado.
Nem sei ainda se quero mesmo fazer mestrado, pelo menos, penso muito se quero continuar professora o resto da vida. Não que eu não goste de ensinar, gosto. Mas a questão é que todo sistema educacional é falho e a impressão é que tenho que lutar com vários leões : comportamento de alunos, falta de material, falta de boa vontade e uma série de coisas que não vale a pena ficar falando ou vou parecer mais uma professora reclamona....ou pelo menos é assim que as pessoas vêem os professores hoje em dia....
Enfim, gosto de estudar, mas detesto aquele ambiente universitário onde todos se acham seres superiores. Também gosto do meu curso, mas nunca vi tanta imaginação solta....quem faz ou fez Letras, e é um pouquinho normal me entende. Pessoas divagam e escrevem teses sobre como um autor de um livro não é o verdadeiro autor daquilo que escreveu ! Imagine, alguém escreve alguma coisa e de repente, ele não é o responsável sobre isso ! Ou querem explicar a intenção do autor por detrás de algo totalmente diferente da idéia orignal do autor....Já li sobre um escritor famoso tentando convencer um crítico que a intenção dele era X e não Y como ele pensava.
Mas eu entendo que esses intelectuais tem que inventar alguma coisas absurda para preencher o tempo e chamar atenção no mundo intelectual.
Contudo, porém, entretanto, para não me sentir retrógrada e nem me arrepender de não ter feito nada mais sobre minha vida intelectual e financeira, vamos à tentativa de pegar a matéria. Se eu conseguir, ainda depois tem a tentativa de me candidatar ao mestrado. Uma não depende da outra, claro. Mas já tentei o mestrado uma vez e não passei: 5 vagas somente, e percebi que tem uma questão de apadrinhamento.....Tô falando de uma universidade pública.....
E falando em universidade, me lembrei porque eu era tão magra e zero barriga na época que estudava. Tudo é muitooooo longeeee. Claro, não é nenhuma USP, que precise pegar ônibus lá dentro, mas dá para fazer um bom exercício indo de didática para outra, ou para biblioteca, restaurante, e outros locais.quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Só pra não esquecer...
É certo que os alunos podem enlouquecer a gente, mas também podem nos divertir bastante .
Dia de prova - quase na hora de entregar: "ói, demora tanto para tirar 0. Entrega logo, meu fio."; "Sou brasileiro e não desisto nunca !"; "Assinatura vale ponto ?"
Respostas absurdas - professora de história perguntou na prova : Cite o nome de um dos reis do império persa a) Lula b) Dario c) Déda - resposta da maioria dos alunos ???? empate técnico entre Lula e Déda ...
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