Eu buscando uma imagem para meu post, me bati com essa aqui :
Mas por que ficamos tão preguiçosos às vezes ? O comentário de uma conhecida paulista, talvez explique, em alguns casos. Ela disse que agora entende porque dizem que os baianos falam cantando, são meio devagar : por conta do calor ! O calor tira toda energia de uma pessoa. Sim, em parte isso é verdade, mas tirando esse incômodo que o calor traz e junto com ele certa preguiça, noto que passamos momentos desmotivados por fazer algumas coisas. Começamos bem um regime, uma ginástica, uma leitura e depois, nos pegamos totalmente desempolgados.
Às vezes vou para o pilates me arrastando. Fico pensando se eu trabalhasse na televisão, ou fosse modelo, se isso não seria mais fácil. Ao menos teria um bom motivo pra me esforçar ! Aí vem minha tia, e me diz que uma tal famosa que tem por aqui, com um corpo perfeito, se utiliza de várias técnicas estéticas para manter a forma. Ohhh, tia, obrigada aí pela desmotivação ! De que vale agora meu pequeno esforço para tentar ter 10% do corpo dela !!!
Brincadeiras à parte, o que nos move a fazer grande parte das coisas são dois caminhos : obrigação e motivação. A obrigação, não tem elo com o prazer, mas com o dever, e por isso, nos soa desagradável. Já a motivação parece que liga em nosso cérebro algo que nos causa satisfação em fazer algo. Já li em algum lugar que a motivação não dura muito, se é verdade ou não, nossa própria experiência nos diz isso. Quem não ficou entusiasmo com algo e depois foi se esfriando. Mas como diz Zig Ziglar " As pessoas dizem frequentemente que a motivação não dura. Bem, nem o banho - e é por isso que ele é recomendado diariamente. "
Não sei se o prazer se perde quando a motivação termina virando obrigação, por exemplo, se estamos aprendendo alguma coisa por prazer, e depois começamos a nos cobrar e o prazer vira pressão pessoal em nos sairmos bem, e pronto eis aí a obrigação. Ou se de repente, seria até certo fazermos as coisas com algum compromisso, como fazemos quando obrigados, do mesmo jeitinho que vamos ao trabalho todo o dia, ou escovamos os dentes depois de comer e a rotina vira hábito, e o hábito pode terminar por fazer o monge, mesmo que o monge não esteja com um sorriso na cara.
Uma coisa é certa : há coisas que vamos ter um imenso prazer de fazer, mas essas parecem ter curta duração. Há outras que vamos ter que fazer e disso ninguém escapa. E ainda há outras que vamos desejar fazer e o executar, continuar e finalizar depende totalmente da nossa vontade e constância. É a hora que vamos ter que deixar a preguiça de lado e apontar o lápis amarelo ! 


