quinta-feira, 17 de março de 2016

Desafio dança do ventre

Que menina/mulher nunca achou lindo/fantástico ver alguém dançando a dança do ventre ?
Eu sempre achei e obviamente, nunca me meti a fazer isso. Afinal, fazer o ventre ter uma convulsão deve ser bem difícil, então nunca nem cogitei sobre tentar... até duas semanas atrás...
Uma amiga minha falou sobre ter ido fazer uma aula demonstrativa e pensei, por que não ?
Primeiro, achei que já ia usando aqueles trajes lindos :


Mas a verdade é que nas aulas é mais assim :


O que não deixa de ser menos bonito, porque só então fiquei conhecendo esses lenços que se usa para ajudar no desempenho da dança ( basicamente o balanço e o barulho) e tem cada uma lindo, embora sejam bem carinhos, custam em média 120 reais, os mais básicos. Mas achei um bem mais barato e, claro, nem tão lindo quanto os de baixo.




 Nas aulas, a professora começa bem do básico, com passos e movimentos bem devagar , que às vezes, ela acelera e aí sim lembro que estou dançando.
Estou gostando muito. Fantástico para aliviar a tensão e tonificar o corpo ( imagino que faça isso, porque o negócio é pesadinho em alguns movimentos). 
Sempre em algum momento eu penso " o que eu estou fazendo aqui..." ou "nunca vou conseguir fazer isso", mas vamos em frente, quem sabe daqui a alguns anos eu consiga fazer o que a moça do vídeo faz.

domingo, 26 de julho de 2015

Oba, casamento !

Para falar a verdade, não é tudo que eu gosto na cerimônia de casamento : a parte da fala do padre/pastor, às vezes, pode ser maçante. Embora os últimos que fui, gostei muito das pregações. Agora, o que é encantador, escolha do vestido, ver a noiva, observar a cara do noivo, a festa, o bolo, hum, amo bolo de casamento.
Não pude deixar de ir ao casamento da minha querida colega de trabalho, embora orçamento apertado, me vi entre a cruz e a espada : ir bem vestida e não gastar tanto. Escolhi um modelito que não fosse longo, todo rendado. E para variar, embora tivesse começado a me arrumar duas horas antes, tive que correr para não perder minha carona. A demora é a bendita maquiagem, que pra dar certo, tem que esperar secar direitinho para seguior bem em todos os passos. E o cabelo. Eu prefiro me arrumar em casa, produção própria e nem sempre acerto de primeira, então, rola o penteia, despenteia. E embora esse penteado que escolhi tenha sido bem simples, deu um trabalhinho pros fios ficarem no lugar.




Amei esse sapatinho tipo Cinderela, todo trabalhado no brilho e glamour, rsrs :

 Bom, o cabelo era pra ser assim. Ficou 56%  igual...

terça-feira, 7 de abril de 2015

Inesperado

Ela saiu do carro com dificuldade, o corpo trêmulo. Ao ver minha mãe, esboçou um sorriso e a abraçou tão forte que o sorriso se esmagou em lágrimas. Eu também não pude conter as minhas, ainda que me esforçasse muito para fazer isso. Lembrei que estávamos ali para dar apoio a ela, fazê-la esquecer que ia passar pela primeira sessão de quimioterapia e se sentir feliz com nossa presença. Mas o quê, só conseguia lembrar dos sonhos dela, sonhos que ela gostava de compartilhar : abrir uma clínica, mudar para o exterior, mudar de casa, encontrar o homem de sua vida... vendo-a tão magra, e não por conta da doença ou da quimio ainda, mas por não querer comer, fiquei pensando que tudo estava se acabando ali, no estágio 4.
Então, conversando com minha prima, começei a ter fé de novo. Ela parecia forte, não alarmada da gravidade da doença da mãe. Ela fazia minha tia rir, falar besteira. Cuidava dela, dava mingau, carinho e colo. Percebi outras pessoas na espera. Alguns pareciam bem doentes, alguns fracos, outros pareciam não ter nada. Mas todos estavam ali, tentando, lutando por suas vidas, mesmos aqueles cujas vidas estavam quase no fim por conta dos cabelos brancos e rugas no rosto.
Minha tia foi chamada e entrou na sala. E eu saí de lá, com novas esperanças.

terça-feira, 31 de março de 2015

Férias, parte II - Curitiba

Minha segunda vez em Curitiba, e ainda faltou andar no trem para Morretes. Fica para próxima. Em compensação, fui para Foz conhecer as Cataratas, como escrevi no post anterior.  E em Curitiba, cidade dos parques, valeu pele city tour e paradas em alguns pontos.

o vi nada demais nessa Rua XV de Novembro, Rua das Flores. É uma rua de comércio e só isso. Vi tanta gente recomendando como ponto turístico, mas legal mesmo foi esse café com essa decor vintage.



Andei muito de buzu lá em Curitiba. Álias, o transporte público lá é muito bom :

Dessa vez, decidi experimentar essa linha de turismo. Você paga 35,00 e passa por todos os pontos turísticos da cidade. Tem direito em descer em 4. E ainda conhece boa parte da cidade. Claro, que depois fica muito cansativo, porque o ônibus roda muito. Cheguei a ficar sentada mais de 2 horas. Não vale a pena se você prefere pegar  ônibus tradicional. Vale a pena se fosse gastar em táxi, até porque alguns lugares são bem distantes.

Descer em somente 4 pontos pode parecer injusto, mas Curitiba é uma cidade de parques.Alguns, são na verdade  como uma praça, outros são tão grandes que não vale a pena, a não ser que esteja a fim de uma caminhada. 

Eu não sei se os teatros ficam aberto ao público para visitação, mas a menos que você seja amante do drama, não sei se vale a pena você descer nesses pontos. Do ônibus mesmo já dá pra visualizar bem e saber que ali é um teatro, rsrs. Esse aí é o Paiol.
  Um ponto óbvio de visitação é o Jardim Botânico, com seu Palácio de Cristal.



Dessa vez não desci no Memorial Ucraniano, já conhecia. Mas é um lugar bonito, vale a visita.
 Gostei desse bairro, o Santa Felicidade. É um bairro italiano, de restaurantes, comércio, lojas, bem agradável. Deve ser bem mais interessante à noite.
 Museu Oscar Niemeyer, minha visita mais proveitosa.





sábado, 28 de março de 2015

Férias, parte I - Foz do Iguaçu

Minha segunda viagem a Curitiba tinha um propósito muito esperado : aproveitar para dar um pulinho em Foz e conhecer as Cataratas do Iguaçu.
Foz fica bem distante da capital paranaense, então resolvi pegar um voo mesmo, aproveitando as promoções aéreas. A cidade não tem grandes atrativos. Até me assustei quando o guia do city tour que fiz, disse que era a segunda cidade brasileira mais visitada. Fiquei imaginando onde ia parar aquele dinheiro todo do turismo, porque a cidade precisa de mais estrutura sendo uma cidade tão visitada. Foz tem uma terra bem avermelhada, e vc encontra esse tom barroso avermelhado em todos os cantos da cidade, o que dá um aspecto de zona rural, cidade de interior. Os prédios também são antigos, precisando de reforma. Eu fiquei em um hotel em uma avenida que dizem ser badalada por lá, mas vi poucos restaurantes abertos, e alguns poucos bons bares, pra quem gosta. É uma cidade bem quente, diferente da capital. Uma vez já chegou a fazer 49 graus, com sensação de 50. Ainda bem que não estava por lá nesse dia.
Como disse antes, fui com a intenção mesmo só de conhecer as cataratas, e só do lado brasileiro. Ainda assim, resolvi fazer um city tour, que foi mais interessante pelas histórias do guia,do que por certos lugares em que passamos. Tinha ainda as opções de visitar o Paraguai e a Argentina, mas com dólar em alta, não valia a pena, até porque não fui fazer tour de compras. Numa próxima, quem sabe.

No city tour, passamos pelo marco zero, que é o ponto onde se encontra a divisa entre Brasil, Argentina e Paraguai. Precisando muito de uma reforma, não tem nada demais, além da bela vista do rio.


À direita temos o Paraguai, a Argentina à esquerda e o Brasil do meu lado da foto :




Visitamos dois templos, uma mesquita muçulmana e um templo budista :

 Se quiser entrar na mesquita, é obrigado a usar um hijab que eles mesmos emprestam lá. Podem proibir o uso da entrada também quem estiver usando roupas curtas e decotadas. As empresas de turismo avisam com antecedência sobre isso, mas mesmo assim, já deixam à parte, algumas roupas, caso haja necessidade. Uma menina que usava short bem curtinho, teve que vestir uma longa saia para entrar.


 Na verdade a gente entra até uma parte. Só dá para avistar o salão das orações, mas não pisar nele.

A segunda maior comunidade muçulmana do Brasil encontra-se em Foz. Lá há também uma outra mesquita não aberta à visitações.

Tem também uma grande comunidade chinesa e japonesa por lá. 




Pode entrar no templo, mas não pode tirar foto dentro. Nem sabia se podia subir, mas na parte inferior, hávia grandes estátuas, e alguns símbolos da religião.



 O city tour passa por dez pontos, mas há somente 3 paradas, nos locais acima.

Agora, a parte tão esperada da minha viagem : As cataratas do Iguaçu.
Resolvi ir durante a semana, porque li que os finais de semana tem sempre muita gente, impossibilitando uma vista mais relaxada. Ainda assim, fui na sexta, achando que seria tranquilo ou até meio perigoso se tivesse pouco público, mas que nada, sempre há muita gente por ali, de várias partes do mundo.
Peguei um ônibus quase em frente ao meu hotel. Se fosse de táxi, pagaria uns 60 reais, para fazer o mesmo trajeto dos ônibus. De ônibus, você ainda escuta a gringaiada falando nos mais diversos idiomas.
Eu comprei os ingressos online, pra evitar fila, mas nessa época do ano, fui em Março, a filas eram quase inexistente. Ainda assim, tive que pegar uma fila para trocar o voucher pelos ingressos. Fui com minha mãe e uma tia.
As cataratas tem uma estrutura bem montada. Com ônibus que te levam até a área das cachoeiras a cada 10, 15 minutos. Você tem ainda opções de outros passeios por lá, se gosta de aventuras.




 Você encontra borboletas a todo instante.

Seguimos essa trilha na floresta, visualizando as cataratas de tempos em tempos.


  Aí está próximo a Garganta do Diabo, uma área de quedas bem profundas. Quem quiser chegar bem pertinho, até o final do corredor, vai chegar ensopado. Eu fui indo até quase o meio, desisti porque estava com uma mochila de pano, e com medo de molhar documentos. Não tem como não se molhar com a chuva vaporosa das águas. É até muito gostoso, refresca bastante depois de andar um pouquinho. 
Comprei um daqueles saquinhos plásticos de proteção de celular e consegui tirar algumas fotos.

  
Elas estão tão acostumadas às pessoas, que até posam na gente :



Ah, ainda tem o quatis. Os danadinhos podem roubar sua comida ou te assustar vindo do meio do mato :

Santos Dumont ! Essa história vale a pena. Se não fosse por ele ter intercedido junto ao governador de Curitiba, as terras onde ficam as cataratas e portanto as Cataratas, seriam de domínio privado. Ainda por cima de um estrangeiro. Isso na época que o governo brasileiro dava terras para que a região ficasse povoada. Nosso querido patrono da aviação não permitiu que isso acontecesse, e com a ajuda dele, as Cataratas se tornaram domínio público. É, mais ou menos, porque você paga 30 reais, pra visitá-la e mais outros tantos, para outros passeios. Se quiser chegar bem pertinho de bote, vai desembolsar uns 170 reais.