quinta-feira, 19 de junho de 2008

O dia em que eu subi numa árvore.


Aparentemente ela não era muito alta . Não, não era alta. Mas o acesso até seu tronco principal, se é que uma árvore pode ter mais de um , era difícil porque eu tive que subir por um tronco, vamos chamar este de "secundário", inclinado demais para meu gosto . Tá, deixa eu ilustrar melhor a cena. Eu estava diante de um cajueiro belíssimo e queria muito tirar uma foto trepada lá em cima, que não era tão em cima assim como já mencionei antes. Seu tronco surgia ondulantemente do chão, fazendo-se de degrau em certo ponto, e se tornando vertical em seguida. Subi o degrau, olhei a parte mais vertical e desisti. A areia no chão tornava minha escalada insegura. Mas minha vontade de tirar a foto foi maior : pedi ajuda para subir no cajueiro. Com as devidas frescurinhas de mulher, fui subindo , fresca e cautelosamente. Por fresca, entenda-se aos gritinhos, que por sua vez retoma as "frescurinhas de mulher"...
Bom, mas afinal consegui chegar no meu objetivo. Tirei mais de uma foto para recompensar o sacrifício de subir ali. Me avisaram que já tínhamos que partir e por frações de segundos eu ponderei sobre como tinha sido bom ficar ali . Algumas pessoas acreditam que as árvores emanan algum tipo de energia boa, e que é até saudável, ainda que loucura, abraçar árvores. Mas naquele momento estava tão bom estar ali, nem era mais pela vitória de ter alcançado, mas muito pelo bem-estar de algo aconchegante ao meu alcance.
Ei, ei ! Não, eu não vou fazer nenhuma relação disso com histórias sobre vencer obstáculos ou como é doce o saber da conquista. Não, eu só quis contar essa minha história com a árvore. Você que utilize esse fato como bem entender, mas eu aproveitei aquele momento porque a vida é assim, os pequenos momentos também tem seu valor...

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