Não muitos dias atrás, eu estava lendo sobre as meninas que são forçadas a se prostituir na Índia ( segue o link quem tiver interesse em ler sobre o assunto). E ontem assisti uma reportagem sobre a Malala, uma menina paquistã que tem sido porta-voz do direito das meninas poderem estudar em seu país, um grito contra o talibã. Infelizmente, para cada pessoa com boas intenções, parece que existem outras com más. Malala foi alvo da covardia talibã e recebeu dois tiros e agora luta por sua vida.
Malala
Enquanto pesquisava sobre o que está acontecendo com ela ( nesse momento ela foi transferida para um hospital em Londres, achei um site que fala justamente da segurança das mulheres no mundo. Eu ainda não li o site, mas não deixei de lembrar como a situação da mulher ainda é frágil, apesar de toda emancipação. Assistindo a um programa há dias atrás, uma produtora de tv, disse que, embora ame viajar sozinha, o que já fez várias vezes, muitas vezes ela se sente fragilizada e ameaçada e porque ela lembra que é mulher no final das contas, e dessa forma, vulnerável.
Eu não sou nenhuma feminista, mas como mulher, não é difícil perceber o quanto podemos ser culturalmente abusadas ainda. Se aqui no Brasil e no ocidente, as mulheres não sofrem a proibição do tipo que as meninas como Malala sofrem, estamos à mercê da plasticidade visual. Não importa seu grau de intelectualidade, seu caráter, suas ações, junto a tudo isso tem que vir uma bunda empinadinha e dura. Ah, e pelo amor, nada contra a se cuidar e todos temos direito de escolhas e um perfil de beleza preferido, o que estou me referindo aqui é em relação aos abusos. Mulheres que passam mais tempo na academia e gastando mais de cem mil reais em plásticas e tratamentos, para adquirirem um mínimo de atenção, isso não soa normal.
De maneira nenhuma quero colocar a mulher no papel de vitimizada global. Há vários grupos de pessoas que são vítimas, seja o motivo que for. Mas, sem ser redundante e cair em chavões, a família é a base de tudo. Se vivemos em uma sociedade onde o papel feminino é ainda distorcido e discriminado, que tipo de famílias e por conseguinte, indivíduos teremos ?

Um comentário:
Que triste mesmo esse atentado.
Essa menina tão linda, que agora tem que lutar pela própria vida.
Que DEUS faça o melhor pra ela.
Um beijo.
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