quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Reunião inusitada, parte I


Semana passada tive que comparecer a primeira de outras reuniões que teríamos a repseito do sistema inovador de ensino que pretende-se ser implantado  na rede estadual daqui.
Cheguei ao hotel pontualmente e esperei por uma hora até que se iniciasse toda formalidade de assinar presença, receber material, receber pulseirinha que dava direito ao coffee break, almoço e a reunião em si.
Muitos professores ainda não tinha chegado. Ô mania do povo de nunca chegar na hora  marcada....
De repente, chegam dois jovens professores que se dirigem à bancada, para falar com organizador e representante da Educação. Ele vestia uma blusa meio hippie, calça jeans e tênis. Ela, bem eu fiquei tentando indentificar qual tribo ela pertencia, ou se ela realmente era desapegada às questões de se vestir "normalmente", ao menos. Trajava uma blusa preta de manga curta que fazia uma peça só com uma meia-calça também preta. O tom foi quebrado por uma saia curta, estampada com listras coloridas. O cabelo vermelho era destacava ainda mais a combinação. Também usava um monte de pulseiras plásticas coloridas e um cordão. Ela parecia ter escolhido cada peça a dedo. Para mim ela soou como alguém que se joga no armário e sai de lá sem grandes preocupações estéticas, mas creio que ela realmente estava se sentindo bem e bonita com a roupa que escolheu. Abro parentêses. Eu não sou muito ligada à moda, e acredito que cada um gosta de vestir o que lhe apraz. Mas confesso que me admirei pelos trajes dos nossos palestrantes, em vista de estarmos em um ambiente que pedia mais formalidade.
O tema da reunião era sério. Aliás, toda a discurssão sobre esse sistema inovador é muito sério. E nesse dia, especificamente, iria se discutir sobre o currículo. Que currículo deveríamos adotar, qual a preocupação e temas se levantam a partir dele. E de repente os nossos palestrantes, em um tom de improvisação, hora um fala, hora o outro interrompe ou avisa que seria a hora dele ou do outro falar, começam a apontar a importância dos professores evoluirem suas aulas porque o professor de Português, coitado, tinha culpa de  de todo processo mecanizado de ensino. Outras coisas também era culpa do professor de Português, e logo depois descobrimos que o de Matemática também tinha lá suas falhas também. Ainda bem que eles não falaram do professor de Inglês...

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