Um dos passeios inesquecíveis que fiz em minha infância foi a um Parque de Diversões, logo que chegamos ao Rio de Janeiro.
Eu devia ter uns 7 anos e estava com meu pai e minha irmã do meio. Perdi todo o passeio do trem fantasma, porque fiquei o tempo todo com os olhos fechados, e quando tive coragem de abrir, fui dar logo de cara com a figura de um demônio chifrudo, rabudo e vermelho !
Logo depois do parque, meu pai nos levou para conhecer a Igreja de Nossa Senhora da Penha. Não que ele fosse católico praticante, mas a vista de lá é bem bonita, e era um um ponto turístico também. Acho que não tinha o bondinho que tem hoje e talvez tivessemos subido todos os 382 degraus (que foram esculpidos no duro granito da penha) até a igreja, que fica no topo de uma pedra enorme, da altura de um morro, por isso o nome de penha. Lembro bem da igreja, que achei lindinha, toda azul e amarela bem clarinha.
Lembro também da loja onde compramos umas medalhinhas que nunca usamos. E hoje , vi em um programa de televisão, uma moça dando entrevista, que depois de tantos anos morando naquela região,ela nunca teve a oportunidade de visitar a igreja. Eu não sabia e nem podia imaginar que aquela igreja que visitei há tantos anos atrás, fica rodeada pelo Morro do Alemão, que a moça da entrevista tinha medo de conhecer por conta da marginalidade daquela área.
Hoje, pela primeira vez, ela estava toda contente lá visitanto o lugar. Não só por conta de ter a oportunidade de estar em um ponto tão bonito do Rio de Janeiro , mas por ter a liberdade de fazer isso.
Que a paz de Deus esteja em todos os lugares desse nosso Brasil e do mundo.Amém !


























